Por dentro da engenharia de petróleo (parte 3)

Os professores Carina Ulsen, Cleyton Carneiro e Rafael Gioria, do Departamento de Engenharia de Petróleo da Poli em Santos, explicam como o profissional da área de engenharia de petróleo pode contribuir com o desenvolvimento tecnológico da indústria rumo a uma matriz energética mais limpa.

Diante das oscilações de preço do barril do petróleo, caberia ainda investir na formação de engenheiros especializados na extração desse combustível?

Segundo Carneiro, esse quadro gera desafios, nos quais o engenheiro de petróleo tem papel essencial. “A cada dia, é necessário produzir mais a um preço mais baixo”, afirma. Como exemplo, o especialista cita o desenvolvimento de tecnologia realizado pela Petrobras para a extração de petróleo em águas profundas, com a descoberta do pré-sal. “Ela é pioneira e detém um arsenal de tecnologias que permitem que ela explore esse petróleo a um valor mais baixo.”

A mudança da matriz energética também não minimiza a importância do engenheiro de petróleo, pois várias áreas da indústria, como a de plásticos, vão continuar empregando esse profissional.

Além disso, a professora Carina Ulsen acrescenta que as empresas de petróleo se intitulam como empresas de energia e acredita que o próprio curso vá caminhar nessa linha de trabalhar com energias mais limpas, o que aumentaria seu escopo.

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